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Home Blog Estratégia m-Commerce: como os smatphones revolucionaram ...

Há quase 12 anos, o mundo em que vivemos era reinventado por Steve Jobs, graças à invenção do iPhone.

Os smartphones mudaram nossa maneira de ver e nos relacionar com o mundo, com os outros e com as marcas. A verdade é que o smartphone se tornou o controle remoto do mundo.

Nada mais natural do que ele se transformar, também, no melhor amigo de quem gosta de fazer compras pela internet.

Se você ainda tem dúvidas quanto ao impacto dos smartphones na vida das pessoas e empresas, vamos ver alguns números:

  • Pelos números do último PNAD do IBGE, o smartphone já é o equipamento mais usado para conexão à internet (92,1%);
  • Segundo a FGV, já há no país mais smartphones do que brasileiros;
  • Em 2007, o volume de pedidos via dispositivos móveis no Brasil cresceu para além dos 35% de acordo com os dados do WebShoppers;
  • Cerca de ¼ das vendas de e-commerce de 2018 foram feitas por dispositivos móveis.

Globalmente, os números são ainda mais impressionantes:

  • Entre 2015 e 2017, o mercado global de pagamentos via mobile cresceu de US$ 450 bilhões para US$ 780 bilhões, segundo dados do Statista;
  • O ano de 2018 deve bater os US$ 930 bilhões, e 2019 assistirá esse valor ultrapassar a barreira do trilhão;
  • Só pelo PayPal, em 2017, dos US$ 7,6 bilhões de pagamentos processados, US$ 2,7 bilhões foram via mobile - cerca de 35% do total.

E essa porcentagem vem crescendo acima dos dois dígitos todos os anos.

Dá pra se dizer que o m-commerce não é mais futuro, é presente!

BRASIL NA MIRA

De acordo com a pesquisa “Perfil do e-Commerce Brasileiro 2018”, realizada pela BigData Corp. a pedido do PayPal, o setor de e-commerce registrou crescimento de 12,5% desde 2017. Atualmente, o país conta com 675 mil lojas online - na medição de 2017, eram 600 mil. Os e-commerces representam, hoje, 5,63% do total dos sites ativos no Brasil.

Chama a atenção, na mesma pesquisa, a significativa adesão dos lojistas do comércio eletrônico aos sites responsivos, ou seja, sites que se adaptam a qualquer tamanho de tela: eles mais do que triplicaram a sua participação, saltando de 24,20% em 2017 para 76,36% esse ano.

E essa análise é muito simples, pois, de que adianta saber que o brasileiro acessa a rede principalmente via mobile se o site da sua loja não abrir corretamente?

O número de pequenos sites do comércio eletrônico, com até 10 mil acessos mensais, continua relevante (82,48% do total do e-commerce brasileiro), mas está em queda, tendo perdido expressivos 14,6 pontos percentuais, ante a participação de 97,08% no ano passado.

No sentido contrário, aumentou a quantidade de grandes lojas online, com mais de 500 mil visitantes mensais. Se antes elas representavam apenas 0,17%, atualmente são mais de 7,53% das lojas do e-commerce.

Da mesma forma, a quantidade de sites médios (entre 10 mil e 500 mil visitantes mensais) cresceu, representando uma fatia 9,99% frente aos 2,75% em 2017.

Analisando os números dos quatro anos consecutivos em que a pesquisa é realizada, o estudo chegou à conclusão de que o mercado de e-commerce vive um momento de consolidação.

A porcentagem de novas lojas online por exemplo, é praticamente a mesma das lojas físicas abertas no mesmo período, o que leva a crer que, a partir de agora e mantendo-se as condições econômicas atuais, assistiremos uma certa calmaria no setor.

IMPORTÂNCIA DAS REDES SOCIAIS

A pesquisa percebeu também um crescimento na quantidade de e-commerces vendendo produtos mais baratos, com preço médio abaixo de R$ 100. Esses sites já representam 84,32% das lojas online do país, 8,87 pontos percentuais acima do resultado de 2017.

Em contrapartida, sites com produtos mais caros, que apresentam preços médios acima de R$ 1.000,00 caíram de 11,6% para 6,81% do total de lojas.

Mas talvez o fato que melhor representa a mudança pelo qual o mundo digital está passando seja a crescente relevância das mídias sociais como canais de comunicação.

Entre a medição da BigData em junho de 2017 e esta última, descobriu-se que 71,02% das lojas virtuais já tem presença no Facebook (com ofertas clicáveis e serviços de atendimento ao cliente), 43,87% no Twitter, 31,75% no YouTube (principalmente tutoriais de uso dos equipamentos) e 16,30% no Instagram (essencialmente, o setor de moda e acessórios, que tem nessa rede social a melhor ferramenta para apresentar suas coleções).

Há apenas um ano, esses números eram, respectivamente, 53,65%, 36,21%, 21,59% e 12,73%. Com isso, chegou-se a um cenário em que 80,87% das lojas online utilizam as redes sociais para turbinar suas vendas. Em 2017, eram 72,43% os sites que adotavam esses canais.

O mercado está mudando dia após dia para oferecer aos clientes opções que representem mais segurança e comodidade na hora de ir às compras.

E se você quer saber se no Brasil ainda há margem para crescimento, saiba que de acordo com o Banco Central, o Brasil possui mais de 60 milhões de pessoas fora do sistema financeiro - potenciais usuários de sistemas mobile, principalmente nos lugares mais pobres e afastados dos grandes centros.

E aí, você está preparado para se adaptar ao m-Commerce?

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